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A arte de fingir…

Por março 27, 2018 Sem Comentários

“Fake Till you make it” (Fingir até Conseguir) é um ditado inglês que sugere que se alguém imitar confiança, competência e uma mentalidade otimista, essa pessoa pode realmente perceber essas qualidades em sua vida.

Isso é semelhante à idéia de Aristóteles de que :

Para ser virtuoso, é preciso agir como uma pessoa virtuosa agiria.

Na década de 20, Alfred Adler, um discípulo de Sigmund Freud, desenvolveu uma técnica terapêutica que ele chamou de “agir como ser”. Essa estratégia deu a seus clientes a oportunidade de praticar alternativas para comportamentos disfuncionais. O método de Adler ainda é usado hoje e é frequentemente descrito como “dramatização”.

Nossa que papo complexo não é mesmo? Quis levantar esse tópico aqui porque mesmo sem saber na época, eu passei por situações que remeteram a isso, e hoje conhecendo esse mindset, vejo o quanto isso pode influenciar na sua vida, nos seus negócios e nas suas decisões.

Por volta dos meus 15 anos, me lembro de uma situação na escola que me chamou a atenção, como sempre eu estava brincando e dando risada com meus amigos, e como acontecia corriqueiramente meu professor me mandou à sala da direção, chegando lá, não me lembro do que a diretora me disse completamente, mas lembro que ela disse a frase:

Você é um líder, mas nunca usa essa sua capacidade para coisas boas…”

Na época é claro que eu não tinha maturidade o suficiente para entender isso, e passaram-se alguns anos até que voltasse a pensar nisso…

Tendo passado todo esse tempo, eu já estava trabalhando em uma empresa e um dia meu antigo gerente me chamou em sua sala para conversar, ele queria que eu assumisse a Liderança de um Setor, eu achei muito estranho, porque eu estava nessa empresa há apenas 1 ano e haviam outras pessoas com muito mais anos de casa do que eu que poderiam se encaixar melhor nesse papel, disse para ele que achava que eu não era capaz de assumir essa responsabilidade e que eu mesmo não me via como um líder, ele pediu que eu pensasse no assunto e voltasse a falar com ele no outro dia.

Enquanto eu pensava nisso, me lembrei da história da diretora e que alguém já havia me dito que via essa qualidade em mim, no outro dia conversei novamente com o gerente e disse que eu não acreditava que era o mais adequado para esse papel, mas que poderia tentar durante um tempo, ele concordou.

Mesmo não sabendo bem o que fazer, comecei a pesquisar um pouco mais sobre liderança e o que eu poderia mudar em minha rotina e na rotina de meus liderados para ser um bom líder, no começo tudo pareceu um pouco forçado, mas com o tempo as coisas foram fluindo cada vez mais naturalmente.

Passados mais alguns anos, eu já não trabalhava mais nessa empresa e tinha decidido começar meu próprio negócio, e nesse ponto eu não era mais um líder de uma equipe, apenas de mim mesmo.

Não tinha uma ideia fixa em mente do que seria esse negócio, conforme foram passando as horas, dias e meses e eu não conseguia nenhum cliente pois o que eu queria oferecer não era bem o que as pessoas queriam e o que as pessoas queriam eu não sabia fazer e não tinha interesse de aprender na época, então cheguei a um ponto em que decidi que seja o que fosse que me pedissem eu diria que saberia fazer e iria me virar para fazer isso acontecer, custe o que custasse.

Eu ainda não sabia como, e eu não tinha uma imagem muito clara de que tipo de negócio eu gostaria de ter e até onde gostaria de chegar.

Um certo dia, uma empresa muito grande bateu a minha porta e perguntou se eu trabalhava com Marketing Digital, eu tinha uma noção básica disso que havia visto na faculdade uns anos antes, e tinha um amigo que tinha acabado de abrir um negócio na área, por isso pensei, se tudo der errado vou passar isso para meu amigo atender e pelo menos não vou deixar esse pessoal na mão.

Neste ponto, um fator importante que eu ainda não disse, é que embora contando essa história hoje, tudo faz sentido e eu consigo ver como as coisas se encaixaram afinal como eu já disse em um texto antes, você não consegue conectar os pontos olhando pra frente, apenas olhando para trás.

No entanto, enquanto eu dizia que podia fazer isso ou aquilo, ou que iríamos chegar até tal lugar e participava de reuniões com meus liderados e fazia propostas a clientes, o tempo todo eu só tinha algo em mente…

“Eu não deveria estar aqui! Eu não pertenço a esse lugar, a essa posição, logo vão me desmascarar.”

Mesmo com esse sentimento, eu não parava de pesquisar, estudar e me aprofundar em tudo aquilo que eu dizia saber fazer, o pavor de ser “desmascarado” era tão grande que eu queria ter a certeza de ter o máximo de informações o possível para evitar esse desfecho.

Passou algum tempo e  meu amigo que tinha a empresa de marketing digital que era meu parceiro nesse projeto, me chamou para conversar e disse que não poderia mais atender a nenhum cliente que eu trouxesse e os que já atendíamos em parceria, pois ele iria ter que se dedicar unicamente a um grande projeto.

Até esse momento meu negócio não tinha nem um ano ainda, e o que eu fazia de melhor era vender o serviço desses nossos parceiros, eu mesmo não  executava isso, apenas o vendia.

Mal sabia que aquele momento mudaria toda a história da minha vida e da minha empresa…

A questão toda aqui, é que aquela grande empresa que nos procurou, estava procurando um parceiro para reestruturar seu modelo de negócio, e o que fizemos até então com nossos parceiros não estava trazendo resultados muito concretos, e quando esses parceiros saíram do negócio, com isso oportunidades se abriram para testar novas ferramentas e ideologias dos serviços que prestávamos, e isso foi o pontapé inicial de algo que mudou a nossa história e como consequência a história de várias empresas e pessoas.

Em outros textos eu entrarei mais a dentro nessa história, mas o ponto em que eu quero chegar é que teve algo que fez toda diferença em toda minha trajetória nessa história, em certo momento, eu tive que me fingir, eu tive que ter coragem, determinação e por último e mais importante, competência, até que eu me tornei aquilo que disse que eu era.

Essa história continua, por algum motivo eu deixei esse texto no rascunho do site pelos últimos dois anos, e agora em 2020 voltei a ler ele, e vou continuar essa história num novo post…

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